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| Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas. |
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Projeto catarinense de agroturismo vence prêmio da Editora Globo
A engenheira agrônoma Thaise Guzzatti, 33 anos, dedicou quase um terço de sua vida a combater o êxodo rural na região das Encostas da Serra Geral, em Santa Catarina. Com a Associação Acolhida na Colônia, uma ONG que incentiva o agroturismo em pequenas propriedades rurais, essa catarinense ajuda agricultores a fazer de suas casas pequenas pousadas ecológicas, o que gera renda às famílias e incentiva a permanência na região. Em 2007, mais de 4 mil hóspedes se acomodaram nas simples, nem por isso menos aconchegantes, casas dos cerca de 150 integrantes do projeto.
O Acolhida na Colônia recebeu hoje o prêmio de R$ 200 mil do Projeto Generosidade 2008, da Editora Globo. “É um reconhecimento grande do nosso trabalho. Vai nos dar visibilidade e ajudar na conquista de empresas patrocinadoras que poderão contribuir para a ampliação do projeto”, afirmou Thaise, pouco antes da cerimônia de premiação. “Com os recursos, vamos estruturar nosso fundo como uma espécie de banco dos pobres, para fazer pequenos empréstimos a agricultores que querem melhorar suas pousadas, construir novos espaços.”
A empreendedora social diz que o prêmio vai ser útil também na ampliação do Roda d´Água, um projeto de adoção de tecnologias de energias renováveis nas pousadas. A iniciativa ajuda a aumentar a consciência ecológica dos visitantes e a reduzir a dependência de fontes externas de energia nas unidades rurais de produção.
O Generosidade reúne as revistas da Editora Globo em torno de uma causa pioneira na mídia brasileira: revelar e repercutir ações e exemplos de gente que faz e promove o bem no Brasil. Esta é a segunda edição do projeto, que no ano passado divulgou durante seis meses histórias inspiradoras e estabeleceu um prêmio para a instituição escolhida como a mais relevante entre as ações solidárias divulgadas. Os casos exemplares e relatos dos leitores para o site do projeto foram pautas de mais de 225 reportagens das revistas da editora neste ano. O exemplo de Thaise foi publicado na edição de abril de Época NEGÓCIOS.
Para saber mais sobre o Acolhida na Colônia, acesse a reportagem aqui.
(Aline Ribeiro) |
15/12/2008 |
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Problemas ambientais são realidade em 90,6% dos municípios, diz IBGE
Mais de 90% dos municípios brasileiros têm na agenda do dia os problemas ambientais. É o que diz a Pesquisa de Informações Municipais (Munic), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os problemas mais citados pelos 5.040 municípios que sofreram algum impacto estão as queimadas, o desmatamento e o assoreamento de cursos d´água.
A pesquisa mostra ainda que, apesar dos impactos ambientais, apenas um terço dos municípios do país dispõe de recursos financeiros específicos para ações na esfera ambiental e menos de 20% tem uma estrutura adequada para lidar com a questão do ambiente.
(Aline Ribeiro) |
12/12/2008 |
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A casa dos americanos sem-teto
É muito improvável morar em São Paulo e não cruzar, quase que diariamente, com um morador de rua dormindo debaixo de uma caixa de papelão ou jornais. Nos Estados Unidos, uma invenção que mistura carrinho de supermercado com barraca de camping pode ser um caminho para solucionar o problema. Trata-se do EDAR (Everyone Deserves a Roof, ou “todo mundo merece um teto”), uma casa que está mudando a vida de muitos sem-teto por lá.
O pai da idéia é o inglês Peter Samuelson (na foto abaixo), filantropo e produtor, que tem no currículo filmes como "A Vingança dos Nerds" e "O Suspeito da Rua Arlington". Uma boa dica para empresas que buscam nichos para desenvolver projetos de responsabilidade social.
Aqui, uma matéria do Los Angeles Times sobre o EDAR.


(Aline Ribeiro) |
11/12/2008 |
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Pesquisa aponta melhores relatórios de sustentabilidade do Brasil
De um universo de mais de 200 empresas, a Natura é a que tem o melhor relatório de sustentabilidade em relação às práticas internacionais. É o que diz uma pesquisa inédita divulgada hoje pela SustainAbility e pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), que apresenta um ranking das dez companhias com os melhores relatórios. O segundo lugar ficou com a extinta Suzano Petroquímica, referente ao documento do ano de 2006. A terceira colocada foi a Ampla, concessionária de energia elétrica no Rio de Janeiro. (Veja abaixo a lista das Top 10)
“A Natura integra a sustentabilidade na gestão do negócio e isso fica muito claro ao longo do relatório”, afirma Clarissa Lins, diretora executiva da FBDS e uma das responsáveis pela pesquisa. “A empresa é transparente ao indicar metas concretas para o futuro, e não somente intenções.”
Para Clarissa, uma das grandes surpresas da pesquisa é a participação de empresas que não têm tradição na divulgação de práticas responsáveis. Com exceção do Banco Real e da Natura, os demais relatórios são relativamente novos nesse contexto. O fato de o ranking ter companhias que atuam fora do eixo Rio São Paulo também é curioso e mostra que as corporações estão atentas à prestação de contas.
Outra conclusão da pesquisa é que, apesar do aumento do número de empresas que publicam relatórios de sustentabilidade no Brasil, a qualidade dos documentos ainda está aquém do cenário mundial. “Se comparados com os de fora, os relatórios brasileiros nos fazem crer que as práticas das empresas daqui ainda estão, na média, cerca de três a quatro anos atrás das melhores práticas internacionais”, diz Clarissa.
Quando analisadas as quatro categorias da metodologia (governança e estratégia, gestão, apresentação do desempenho e verificação e acessibilidade), os resultados mostram que as empresas são boas em firmar compromissos para buscar verificação externa – uma espécie de auditoria dos relatórios. Entretanto, a confirmação dos compromissos assumidos por meio de reporte de práticas de gestão e aferição de desempenho ainda deixa a desejar. Nota-se ainda que existe uma dificuldade de traduzir sustentabilidade para os investidores, uma vez que as empresas não conseguem uma forma eficaz de comunicar o tema.
A SustainAbility divulga essa pesquisa há mais de uma década, sempre em âmbito mundial. Esta é a primeira vez que o estudo analisou um único país. A escolha pelo Brasil deve-se ao fato de os relatórios nacionais terem ganhado destaque internacional nos últimos anos, além de ter sido o primeiro país a ter um anexo nacional da Global Reporting Initiative (GRI), ONG internacional, com sede na Holanda, cuja missão é desenvolver e disseminar diretrizes para elaboração de relatórios de sustentabilidade.
Passo a passo
Entenda o que um relatório precisa ter para ser considerado bom, de acordo com a metodologia da pesquisa:
Em Governança e Estratégia: mostrar a integração completa e consistente entre sustentabilidade e a estratégia de negócios, inclusive por meio de estruturas de governança que comprovam a relevância do tema para a alta administração; ter um relato equilibrado, mostrando que a empresa enfrenta desafios e dilemas;
Em Gestão: garantir que os leitores tenham a clara percepção da qualidade e consistência dos procedimentos de gestão aplicados para a implementação dos compromissos de sustentabilidade; mostrar como empresas líderes têm poder de influenciar a adoção de boas práticas de sustentabilidade na cadeia de valor;
Em Apresentação de Desempenho: incluir a voz dos stakeholders, aumentando a confiabilidade do relato;
Em Verificação e Acessibilidade: implementar diversas formas de comunicação, com os diversos públicos interessados, de forma a disseminar o conceito e a sua ligação com os negócios, atingindo maior número possível de pessoas.

Leia a pesquisa na íntegra (Relatorio_FBDS_internet1.pdf).
(Aline Ribeiro) |
09/12/2008 |
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E a novela continua...
Comenta-se no mercado que a estratégia da Petrobras depois de ser excluída do Índice de Sustentabilidade (ISE) da Bovespa, no final do mês passado, é uma catástrofe do ponto de vista da comunicação e da transparência. Em vez de tratar com clareza do ocorrido, a gigante do petróleo simplesmente se desligou do Instituto Ethos, organização não-governamental que ajuda empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável.
A história é a seguinte: a Petrobras foi excluída do ISE por descumprir a resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que em 2002 determinou que a partir de janeiro de 2009 a quantidade de enxofre no diesel baixasse de 2.000 ppm - quando vendido nas áreas não urbanas (70% do total) - e de 500 ppm - vendido nas áreas metropolitanas - para 50 ppm. Apesar de ter quase sete anos para se preparar, a empresa, assim como a Anfavea (representando a indústria automobilística), declarou que não iria cumprir a resolução.
Às vésperas da data estipulada pela norma, a petrolífera não se adaptou para produzir o diesel com 50 ppm e comercializá-lo em todo o território brasileiro. Não bastasse o descumprimento da resolução, conseguiu um acordo menos rigoroso do que o proposto pelo Conama, junto ao Ministério Público Federal, o que foi considerado pelas ONGs prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública. A partir de janeiro de 2009, o diesel mais limpo será fornecido pela Petrobras somente em ônibus novos que circulam em São Paulo e Rio de Janeiro. Em maio, chega aos ônibus de Fortaleza, Recife e Belém e, em agosto, a Curitiba.
Depois de cair fora do indicador da BM&Bovespa que atesta quais empresas apresentam alto grau de comprometimento com sustentabilidade e responsabilidade social, a Petrobras reforçou sua falta de tato para lidar com a questão do enxofre. Em vez de enfrentar o problema, colocou-se no lugar de vítima e se desligou do Instituto Ethos sob o argumento de que “vem sendo alvo de uma campanha articulada com o objetivo de atingir a imagem da companhia e questionar a seriedade e eficiência de sua administração”. Isso porque o Ethos, juntamente com o Movimento Nossa São Paulo e as Secretarias de Meio Ambiente de São Paulo e Minas Gerais estão encampando a discussão e colocando a empresa contra a parede há alguns meses. Em comunicado.doc à imprensa, a Petrobras ainda acusa as organizações não-governamentais e as secretarias de engendrarem uma “campanha difamatória” contra a empresa. E não pára por aí. A petrolífera sugere que a discussão em torno do enxofre é em vão, uma vez que é o ozônio o gás tóxico responsável pela grande poluição nas regiões metropolitanas. Aqui.doc, a resposta do Ethos para tamanho absurdo.
(Aline Ribeiro) |
08/12/2008 |
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Com crise, economia de segunda mão ganha força
Com a crise financeira ganhando força mundo afora, cresce uma prática pouco aclamada pelas empresas: a economia de segunda mão. Trocando em miúdos, trata-se do reaproveitamento de roupas, objetos, mobiliário em vez da compra de um novo item.
Nos EUA, a National Association of Resale and Thrift Stores (a associação que reúne os lojistas de coisas usadas) afirma que 85% dos associados já registram aumento no número de clientes. Comparado ao mesmo período do ano passado, o aumento nas vendas supera 35%.
A economia de segunda mão também é ecofriendly, uma vez que poupa recursos naturais e energia.
(Aline Ribeiro) |
05/12/2008 |
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UE obtém acordo para reduzir emissões de CO2 em carros
Para continuar a produção, as montadoras terão de se adequar a um novo acordo da União Européia que prevê a redução de emissões de CO2 de veículos novos a partir de 2012. O compromisso parte dos esforços da UE para combater o aquecimento global e foi obtido durante negociações entre representantes dos 27 países do bloco, do Parlamento Europeu e da Comissão, após vários meses de discussões.
O acordo prevê um escalonamento entre 2012 e 2015 desta redução imposta às montadoras, até chegar à média de 130 gramas de CO2 por quilômetro (g/km) para a totalidade dos veículos produzidos. Em 2005, a emissão média foi de 159 g/km por veículo produzido. A Comissão havia proposto inicialmente a redução total a partir de 2012, sem escalonamento, mas a medida foi severamente criticada por montadoras de diversos países.
Pelo acordo fechado hoje, 65% dos novos veículos estarão adequados em 2012, 75% em 2013, 80% em 2014 e 100% em 2015. Este escalonamento será compensado por um novo objetivo de redução, de 95 g/km para 2020. As informações são da Folha Online.
(Aline Ribeiro) |
02/12/2008 |
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Coca-Cola reduz PET para consumir menos petróleo
A Coca-Cola Brasil está apostando em um novo design para suas garrafas PET de dois litros para economizar resina derivada de petróleo – e contribuir com a preservação do meio ambiente. Trata-se da tecnologia Minitampa, que reduz em 4 milímetros a altura das garrafas e diminui o bocal em relação ao padrão atual. A projeção da empresa é de que, com a tampa menor, a redução anual no consumo de PET corresponda, em 2012, ao equivalente em volume ao material necessário para produzir 120 milhões de embalagens de 2 litros. Já neste mês, as novas embalagens chegam ao interior de São Paulo e ao Nordeste. A Coca-Cola Company participou efetivamente do desenvolvimento da tecnologia, em parceria com o International Society of Beverage Technologist (ISBT), e está adotando mundialmente o novo modelo de embalagem. O primeiro país a lançá-la foi a China. No Brasil, as embalagens serão lançadas inicialmente em dezembro por dois dos fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil - Spaipa, na cidade de Marília (SP), e Guararapes, em Recife (PE) –, chegando nos meses seguintes aos demais estados, em datas distintas, de acordo com o planejamento de cada fabricante.
O lançamento da garrafa com a Minitampa dá continuidade aos esforços da Coca-Cola Brasil para reduzir a demanda por resina PET. Em função dos investimentos em pesquisa, a Coca-Cola Brasil conseguiu, nas últimas duas décadas, uma redução média de 17% no peso das embalagens PET. Assim, para cada 1 milhão de garrafas PET, deixa de consumir dez toneladas de resina, o que corresponde também a 75 toneladas de CO2 equivalente.
(Aline Ribeiro) |
01/12/2008 |
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Wal-Mart dá desconto por sacolas plásticas não utilizadas
A partir do dia 1º de dezembro, as lojas Bompreço e Hiper Bompreço (bandeiras controladas pelo Wal-Mart) nas cidades de Recife e Salvador irão oferecer um crédito equivalente ao valor das sacolas plásticas não utilizadas pelos clientes, diretamente em suas compras. O valor será calculado de forma automática nos caixas de pagamento das lojas. Será dado R$ 0,03 de desconto por cada sacola plástica não utilizada (valor que corresponde ao custo unitário de cada sacola) ou cinco itens adquiridos (quantidade média de produtos embalados em uma sacola).
O programa é uma das iniciativas da empresa para incentivar o consumo consciente e alcançar a meta de reduzir em 50% o uso de sacolas plásticas até 2013. Após os resultados nas duas capitais nordestinas, o programa deve ser estendido até março às demais lojas da rede no Nordeste e, em seguida, para todas as regiões em que a empresa atua no País.
“O repasse integral do valor das sacolas não utilizadas visa dar um incentivo concreto para engajar os consumidores na causa do consumo consciente e do meio ambiente. Resolvemos dar um passo além da conscientização, buscando acelerar essa mudança de hábito pela adoção de sacolas ou carrinhos retornáveis”, disse o presidente do Wal-Mart Brasil, Héctor Núñez, em entrevista coletiva pela internet. “Já temos o programa de sacolas retornáveis há algum tempo em muitas de nossas lojas. Mas creditar o valor da sacola plástica não utilizada é uma ação inovadora e um incentivo que o consumidor percebe na hora”.
Para ganhar o crédito, o cliente pode trazer de casa e utilizar qualquer tipo de sacola retornável (tecido, lona, papelão ou plástico durável), caixa de papelão ou carrinho de feira. Caso não tenha nenhum desses produtos, o consumidor poderá adquirir sacolas retornáveis nas lojas do Bompreço. Feitas em algodão cru, elas suportam até 35 quilos e custarão R$ 2,00. As sacolas estarão disponíveis a partir do dia 1º nas lojas do Recife e Salvador.
(Aline Ribeiro) |
27/11/2008 |
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