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| Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas. |
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A guardiã do verde na GE – I
Lorraine Bolsinger é a vice-presidente da GE responsável pela iniciativa Ecomagination, que tem como objetivo inserir a preocupação com o meio ambiente na estratégia de negócios da empresa, acelerando o desenvolvimento e as vendas de tecnologias mais limpas.
Na entrevista que fiz com Lorraine há algumas semanas, uma coisa chamou minha atenção: a trajetória da executiva. Ela nunca trabalhou com responsabilidade social ou relacionamento com comunidades. Há 25 anos na empresa, Lorraine passou por diversas áreas de negócios, em posições relacionadas a vendas, marketing, tecnologia e gestão. Antes de assumir a Ecomagination, era a principal executiva de marketing da unidade de aviação da GE.
“O meio ambiente era uma questão central em todas as áreas em que trabalhei, tanto do ponto de vista de nossos processos internos quanto da adequação dos produtos à legislação ambiental”, disse a executiva. “Com o Ecomagination, posso usar esse conhecimento no desenvolvimento de novos produtos, no relacionamento com consumidores e na criação de novos modelos para o mercado.” Na próxima semana Lorraine chega ao Brasil para conhecer a experiência do país com o etanol e participar de um evento na Câmara Americana.
O exemplo da vice-presidente da GE mostra que o perfil dos guardiões das estratégias de sustentabilidade nas empresas está mudando.
A guardiã do verde na GE – II
Perguntei a Lorraine Bolsinger que conselhos ela daria a executivos que precisam transformar aspectos sócio-ambientais em novas oportunidades de negócios. Veja suas recomendações:
1 – Estabeleça uma relação entre o seu trabalho e os indicadores da companhia. “Você não vai conseguir nada se usar métricas diferentes ou uma linguagem que ninguém entende”, diz.
2 – Convença a alta cúpula. “O apoio do principal executivo é fundamental. Sem ele, nada acontece.”
3 – Tenha os profissionais certos para “amarrar” as diferentes iniciativas que surgirem pela empresa. Devem ser, segundo Lorraine, pessoas que entendem muito de... negócios.
Para conhecer mais sobre a GE – e os excelentes resultados financeiros da estratégia ambiental da empresa – leia a reportagem da Época NEGÓCIOS.
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14/03/2007 |
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Prepare-se para o fracasso
John Elkington, fundador da consultoria inglesa SustainAbility e colunista de Época NEGÓCIOS, acompanha de perto o que companhias no mundo todo estão fazendo pela sustentabilidade. Elkington é um dos especialistas que acreditam que as questões sócio-ambientais se transformarão cada vez mais em incentivo à inovação nas empresas. Mas ele faz um alerta: nos próximos anos, veremos muitos casos de fracasso. “As áreas de inovação sempre apresentam taxas altas de fracasso quando comparadas à maneira tradicional de fazer negócios”, diz. “O desafio para investidores e executivos será ter tolerância e, principalmente, aprender com os erros.”
A SustainAbility é também um centro de pesquisas. Um de seus estudos mais recentes é sobre relatórios de sustentabilidade. As pesquisas ficam disponíveis no site www.sustainability.com.
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13/03/2007 |
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“Não vai dar para jogar a sujeira para debaixo do tapete” Conversei hoje com Cláudio Maretti, superintendente de conservação e programas regionais do WWF Brasil. O WWF é uma organização voltada para a conservação da natureza e o uso sustentável dos recursos naturais com atuação em mais de 100 países. Perguntei ao especialista como ele vê o envolvimento das empresas com as questões sócio-ambientais no Brasil. “Existem níveis muito diferentes de entendimento e de envolvimento”, diz. Maretti vê uma possível divisão das empresas em três grupos:
1 - No primeiro grupo estão as companhias que adotaram o tema como ferramenta de marketing. “São aquelas que desenvolvem ações pontuais mas que não levam o assunto realmente a sério”, diz ele. “Essas querem apenas limpar a imagem.”
2 – No segundo estão empresas com um entendimento parcial do que é a responsabilidade sócio-ambiental. “São companhias que já mudaram alguns comportamentos – como reduzir a poluição ou cuidar melhor das relações com os funcionários – mas que, nessas ações, consideram apenas seus próprios interesses.”
3 - "No terceiro grupo estão as empresas que compreendem que, ao contribuir para criação de um contexto favorável e para um mundo melhor, todos são beneficiados.” Segundo Maretti, a atual crise ambiental deve levar mais empresas para o terceiro grupo. “Não vai dar mais para jogar a sujeira para debaixo do tapete”, diz.
E a sua empresa, em que grupo está?
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09/03/2007 |
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O governo e o clima
Que aspectos o governo brasileiro deveria discutir diante da ameaça do aquecimento global? Veja os 10 itens propostos pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) - organização criada há 10 anos e que hoje reúne mais de 50 empresas, como Bradesco, Amanco, Natura e Du Pont: 1 – Compromisso do setor empresarial com o controle de gases do efeito estufa 2 – Fim do desmatamento e fortalecimento das instituições responsáveis pelo combate à destruição da Amazônia e outras florestas brasileiras 3 – Revisão da matriz energética, ampliando o potencial da energia renovável, com legislação adequada 4 – Conscientização pública com divulgação dos efeitos das mudanças climáticas e das medidas que estão sendo tomadas 5 – Estudos sobre a vulnerabilidade do país 6 – Ampliação da Comissão Interministerial de Mudanças do Clima, assegurando voz para o setor privado e a sociedade civil 7 – Transparência e democratização do processo de discussão das mudanças climáticas 8 – Estímulo à disseminação dos exemplos positivos 9 – Busca de fórmulas que viabilizem economicamente fontes de energia limpas, como solar e eólica 10 – Divulgação, no Brasil e no exterior, dos objetivos estratégicos de programas como o do etanol e da posição brasileira nos grandes fóruns internacionais, como os do clima, biodiversidade e comércio exterior
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08/03/2007 |
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