Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas.
 
 
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Sustentabilidade e inovação

Em sua edição de 09 de junho, a revista inglesa The Economist publicou uma reportagem de capa sobre a Apple. O editorial ressalta as lições de inovação que a empresa de Steve Jobs pode dar a outras companhias – entre elas, o modelo de “inovação aberta”, que permite que idéias e tecnologias geradas fora dos muros da empresa virem produtos de sucesso com a marca Apple.

A matéria da Economist não faz menção à estratégia “verde” anunciada por Steve Jobs em maio deste ano (sobre a qual escrevi recentemente
aqui).

Os especialistas em sustentabilidade freqüentemente falam sobre inovação. Mas os especialistas em inovação ainda não falam sobre sustentabilidade.

Perguntei a Carlos Eduardo Lessa Brandão, um estudioso do tema, como isso poderia mudar. Brandão é doutorando na UFRJ – onde estuda “os limites técnicos, científicos e filosóficos entre os negócios e a sustentabilidade” – e coordenador do centro de pesquisas do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Veja sua opinião:

“Para que a sustentabilidade seja considerada no processo de inovação das empresas, ela (a sustentabilidade) precisaria fazer parte da “regra do jogo”. Se os funcionários tiverem acesso aos conceitos da sustentabilidade (como, por exemplo, os promovidos pela abordagem do The Natural Step), acredito que os resultados seriam relevantes.

É claro que mudanças gerais na “regra do jogo” [dos negócios] ajudariam. Uma das mudanças poderia ser a ênfase da tributação sobre os recursos naturais. Esse tipo de mudança induziria as empresas à inovação de forma lucrativa, compensando os custos da obediência às novas regras.”


Outra forma de estimular a aproximação entre inovação e sustentabilidade, segundo Brandão, seria incluir na lista de preocupações estratégicas das empresas o relacionamento com os diversos públicos (os “stakeholders”, no jargão da responsabilidade social). Ao se relacionar de forma mais próxima com fornecedores, clientes e parceiros, entre outros, as empresas podem avaliar melhor seus riscos e encontrar novas oportunidades para inovar.

Em tempo: a Apple foi também o tema de capa da edição de lançamento da Época NEGÓCIOS. Leia a reportagem.

25/06/2007

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