 |
| Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas. |
|
 |
| |
| |
|
 |
Onde estão os líderes?
Na reunião do conselho internacional do Instituto Ethos, em meados de junho, Ernst Ligteringen, principal executivo da Global Reporting Initiative (GRI), fez um comentário interessante sobre um tema que tem atormentado muitos profissionais envolvidos com a discussão atual sobre sustentabilidade: a carência de lideranças que levantem para valer essa bandeira.
“Quando penso nos CEOs que considero mais interessantes e que falam desse assunto com propriedade, vejo que eles não são mais CEOs. Estão aposentados”, disse. “Fica parecendo que os presidentes de empresas não são livres para se expressar. Eles têm que sair do ‘sistema’ para que possam apoiar as causas em que acreditam.”
Ligteringen deu um outro recado: precisamos de líderes não somente no setor privado. Lideranças sérias no setor público são muito bem-vindas – além de muito necessárias. Algumas das pessoas que participavam da reunião se perguntaram: onde estão os políticos brasileiros que vão apoiar – para valer – essa causa?
Para quem não conhece a GRI: o objetivo da organização é tornar os relatórios de desempenho econômico, ambiental e social feitos pelas organizações tão rotineiros e passíveis de comparação quanto os relatórios financeiros. A GRI acaba de lançar uma publicação – a primeira de uma série – sobre a elaboração de relatórios de sustentabilidade para pequenas empresas. Conheça.
|
29/06/2007 |
|
|
 |
 |
 (foto: Pedro Martinelli)
O Jari chega a Harvard
Na edição de junho da Época NEGÓCIOS, fiz uma reportagem sobre o trabalho que o grupo Orsa, fabricante de papel e embalagens com sede em São Paulo, vem desenvolvendo na Amazônia. O Orsa é o responsável, desde 2000, pela administração do Jari – um projeto agroindustrial que ocupa uma área de 1,7 milhão de hectares na divisa do Pará com o Amapá e que foi concebido 40 anos atrás pelo bilionário americano Daniel Ludwig.
A experiência do Orsa no Jari acaba de virar um estudo de caso que será usado pelas universidades que integram a rede SEKN – Social Enterprise Knowledge Network. O objetivo da SEKN é gerar conhecimento sobre empreendedorismo social a partir do envolvimento de escolas de negócios. Fazem parte da rede, por exemplo, a Harvard Business School, a Universidade de São Paulo e a Universidade Católica do Chile.
O caso sobre o Jari aborda, entre outros aspectos, as parcerias feitas pelo Orsa na Amazônia. Entre os vários projetos desenvolvidos pelo grupo estão o intercâmbio de tecnologias de manejo florestal feito com a Universidade de Wageningen, na Holanda, e a criação, junto com a Natura e a Centroflora, da Ybios, uma empresa de pesquisa e desenvolvimento voltada para produtos da biodiversidade. “As empresas brasileiras são freqüentemente criticadas por não se aproximar da academia”, diz Decio Zylbersztajn, professor titular da Faculdade de Economia e Administração da USP e conselheiro do Orsa. “Um dos diferenciais do Orsa é a abertura para esse tipo de trabalho.”
Para quem tem curiosidade sobre o Jari – e principalmente sobre a lendária fábrica de celulose que viajou do Japão ao Brasil numa plataforma flutuante e que até hoje está em operação – aí vai uma sugestão: está no site da revista o trecho de um vídeo feito nos anos 70 que mostra a chegada da fábrica pelo rio Jari. Como escrevi na matéria, a cena até hoje parece saída de um filme de ficção científica. Não deixe de assistir.
|
28/06/2007 |
|
|
 |
|
|