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| Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas. |
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 (foto: divulgação)
O plano verde do Goldman Sachs
Mark Tercek é o responsável pela área de cidadania corporativa do banco Goldman Sachs. Ao lado de outras instituições financeiras, como Citigroup e HSBC, o Goldman anunciou uma política que tem como objetivo promover negócios que beneficiem o meio ambiente. A estratégia é parte de um movimento crescente da indústria financeira, que nos últimos anos vem criando critérios de investimento responsável – como, por exemplo, os Princípios do Equador.
Tercek topou dar a seguinte entrevista por email:
· Por que os bancos estão interessados em meio ambiente?
O crescimento do número de instituições que adotam a sustentabilidade é um reflexo tanto da gravidade da crise ambiental quanto das oportunidades de negócios que estão surgindo. Os bancos estão se envolvendo porque, na medida em que o mercado para produtos e serviços ambientais cresce, também crescem as necessidades de capital das empresas que os produzem. As questões ambientais chegaram para ficar e a indústria financeira irá se adaptar em termos de práticas de negócios e da ofertas de produtos e serviços.
· Quando começou o interesse do Goldman Sachs?
Em 2002, o banco adquiriu uma dívida inadimplente onde havia sido dada como garantia uma extensa área de mata virgem na Terra do Fogo. Em 2004, transferimos a propriedade para a Wildlife Conservation Society e estabelecemos uma coalizão para preservar a terra para o povo do Chile em caráter permanente. Ao longo do caminho, descobrimos que havia outras maneiras de tratar as questões ambientais.
· Quais são os principais aspectos da política ambiental do banco?
A política trata do impacto direto de nossas operações e investimentos, de pesquisa e seleção de negócios e do gerenciamento de riscos. Estabelecemos o compromisso de reduzir nossas emissões de carbono em 7%, tendo 2005 como referência, investimos mais de US$ 1,5 bilhão em projetos de energia renovável e viramos acionistas minoritários da Climate Exchange PLX, que é dona das plataformas de comércio da Chicago Climate Exchange e da European Climate Exchange. Buscamos incorporar critérios ambientais, sociais e de governança na análise de empresas e trabalhamos com as equipes de investimentos para que fatores ambientais sejam levados em conta nos processos de auditoria. O mais importante é que a política está integrada à nossa forma de conduzir os negócios. Fazemos o que faz sentido para a empresa.
· Quais são os principais desafios?
Nós somos apenas uma organização – e a mudança climática e a degradação ambiental são problemas de globais. Mas vemos que é um momento propício para tratar essas questões por meio de uma ação conjunta. E acredito que o setor privado terá um papel de liderança.
Uma observação: o Goldman Sachs produz relatórios sobre a estratégia ambiental, mas ainda pode aprimorar a preocupação com a transparência. Em algumas perguntas feitas na entrevista, a resposta foi simplesmente “sem comentários”. |
12/07/2007 |
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