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| Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas. |
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Chegou o rating ambiental - I
A Serasa lançará amanhã (31/07) um produto que vem sendo aguardado com grande expectativa no mercado: um sistema de avaliação do risco ambiental de empresas que operam no Brasil. Trata-se de um rating que classifica as companhias não com base nos tradicionais aspectos econômico-financeiros, mas a partir de suas práticas ambientais. O novo rating classificará o grau de responsabilidade ambiental da empresa em cinco níveis: alto, bom, satisfatório, razoável e não alinhamento.
O sistema – batizado de Relatório de Responsabilidade Ambiental – ajudará a indicar quais são as empresas realmente comprometidas com o tema no Brasil, contribuindo para que elas possam ser recompensadas por isso.
Imagine, por exemplo, que uma determinada empresa seja classificada como “razoável” – e que sua principal concorrente receba a classificação “alto” grau de responsabilidade ambiental. A segunda poderá ter vantagens na hora de conseguir empréstimos (uma vez que os bancos estão se tornando mais atentos ao risco ambiental das companhias), investimentos (o que vale para os bancos também vale para os investidores) e na contratação de seguros (uma vez que o risco ambiental em determinadas indústrias influencia o preço das apólices).
O rating ambiental também será útil para as companhias interessadas em contratar fornecedores com práticas ambientalmente corretas e nos processos de licitações públicas.
Chegou o rating ambiental - II
Há meses os executivos da Serasa vêm trabalhando na criação do rating ambiental. “Somos a primeira empresa a desenvolver essa metodologia”, diz o gerente de produtos Franklin Mendes. O primeiro passo foi criar um questionário de avaliação da responsabilidade ambiental. Para isso, foram usadas como referência metodologias já existentes – como a ISO 14001, os questionários da Global Reporting Initiative (GRI), do Índice de Sustentabilidade da Bovespa e do Ibase, os critérios do IFC e os indicadores Ethos.
O questionário criado pela Serasa – que, segundo Mendes, já foi respondido por cerca de 200 empresas – analisa 4 critérios:
· A política ambiental e a gestão da companhia – aqui entram aspectos como a existência de um sistema de gestão ambiental, o investimento em melhorias contínuas e as certificações ambientais.
· O uso racional dos recursos naturais – como a empresa controla a utilização da água, energia e matérias-primas em geral.
· Aspectos e impactos ambientais – quais são os riscos ambientais da empresa e como podem ser reduzidos, e de que maneira a companhia procura ir além da legislação.
· Conformidade legal – realização de licenciamentos ambientais obrigatórios, respeito a áreas de reserva legal e de preservação permanente, entre outros.
Depois de analisar os questionários, os técnicos da Serasa consultam informações públicas, órgãos ambientais e fazem visitas às empresas. Com base nisso, atribuem os ratings. “Um diferencial do relatório é que, além de dar a classificação geral da empresa, apresentamos também a análise detalhada, por critério”, diz Mendes. “Isso evidencia as vulnerabilidades e mostra o que pode ser feito para corrigi-las.”
Importante: as informações do Relatório de Responsabilidade Ambiental não serão públicas. Elas ficarão disponíveis eletronicamente para os clientes da Serasa que se interessem pelo produto.
Até o final deste ano, a empresa planeja lançar também um rating de responsabilidade social. |
30/07/2007 |
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