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| Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas. |
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Salvem as baleias
A campanha do Greenpeace para acabar com a caça às baleias continua a todo vapor. Os ativistas a bordo do navio Esperanza impediram nesta terça-feira o reabastecimento da embarcação Nisshin Maru, uma das que compõem a frota baleeira japonesa na Antártida, para “evitar a deterioração do ambiente desta região”. Em terra, as ações são tão incrementadas quanto. A ONG está competindo com outras instituições, com a causa “Parem com a caça às baleias”, em um prêmio de empresas que têm programas para arrecadação de doações. Para conseguir mais donativos, conta com a ajuda do popular site de relacionamentos Facebook, em que os internautas podem fazer as doações. Ganha o site que tiver maior número de contribuições individuais. Mais informações – e como doar – na página do Greenpeace. |
23/01/2008 |
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O que anda rolando
Resumo das notícias ambientais da semana. As notas são curtinhas, mas curiosas.
Navegar é preciso
Partiu na terça-feira da Alemanha o primeiro navio de carga comercial parcialmente movido por uma “pipa gigante”, em uma viagem transatlântica rumo à Venezuela. Os projetistas do MS Beluga SkySails afirmam que a pipa, controlada por computador e que mede 160 metros quadrados, pode cortar em até 20% o consumo de diesel do cargueiro. A tecnologia usada tem objetivo de reduzir a liberação de gás carbônico, uma vez que o combustível queimado por navios é responsável por 4% das emissões globais. A pipa pode ser usada em cargueiros de tamanho médio, navios de cruzeiro e traineiras. (Assista ao vídeo da BBC Brasil)
Príncipe virtual

Até mesmo o herdeiro do trono britânico entrou na onda ambiental. Para economizar o gás carbônico emitido em suas viagens – depois de duras críticas de ambientalistas -, o príncipe Charles passou a usar um novo método de “deslocamento”, utilizado pela primeira vez na história da família real britânica: aparições holográficas tridimensionais. Recentemente convidado à conferência World Future Energy Summit, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, o príncipe apareceu em uma projeção em 3-D, produzida no Reino Unido, enquanto cumpria outros encargos oficiais em Londres. Detalhes do feito estão na Folha Online.
Lar doce lar
A empresa árabe Masdar Initiative e arquitetos britânicos da Foster and Partners apresentaram no início da semana os detalhes sobre o que supostamente é a primeira cidade sustentável do mundo, localizada nos Emirados Árabes Unidos. Batizada de Masdar (“a fonte”, em árabe), a cidade vai ser a primeira livre de emissões de carbono e desperdício e terá capacidade para abrigar 50 mil habitantes e 1,5 mil estabelecimentos comerciais. A previsão é de que os primeiros moradores se mudem no início de 2009. Por lá, não serão aceitos carros e nenhum tipo de energia não renovável, conta o site do El Mundo.

Enquanto essa realidade é utópica por aqui, o professor titular do Departamento de Engenharia de Transporte da Escola Politécnica da USP, Nicolau Gualda, aponta caminhos para a redução dos carros e emissões em São Paulo: “o ideal seria desenvolver uma política de uso do solo, integrada à de transporte, que criasse subcidades com emprego nas regiões habitacionais e moradia onde estão as grandes empresas.”
(Aline Ribeiro) |
23/01/2008 |
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Abundante e rasa
Um pouquinho de atenção no noticiário brasileiro e é possível perceber que, principalmente no último ano, reportagens sobre o futuro do planeta frente ao aquecimento global têm ganhado espaço nas páginas de jornais, revistas e nos meios eletrônicos. O que era simples percepção do senso comum virou objeto de estudo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) e da Embaixada Britânica. A pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira mostrou que, em 2005, era possível conferir uma matéria sobre o tema a cada cinco dias nas publicações do País. No primeiro semestre de 2007, a média cresce para um texto a cada dois. (Clique aqui e leia a íntegra do estudo)
O levantamento avaliou 997 textos - entre reportagens, editoriais, artigos, colunas e entrevistas – e descobriu que a temática esteve mais presente nos veículos de abrangência nacional (Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense) e econômicos (Valor e Gazeta Mercantil). Enquanto os 44 jornais de circulação regional contribuíram, na média individual, com 1,46% dos textos veiculados no período, os quatro veículos nacionais somados aos dois de cunho econômico contribuíram - também na média individual - com 5,95% das matérias publicadas.
Apesar de recorrente na mídia brasileira, o fenômeno ainda é tratado com certo – digamos – “amadorismo”. O que se vê é um grande compêndio de fatos e dados, desprovido de uma análise profunda. Do universo analisado, por exemplo, apenas um terço aborda as causas das mudanças climáticas e aponta soluções. Também segundo o estudo, a mídia exerceu pouco sua função de monitorar as políticas públicas: só 3% dos textos levantam a responsabilidade do governo, 0,9% do setor privado e 0,25% da sociedade civil. Está lançado o desafio para 2008.
E você, leitor, o que acha da cobertura da imprensa quando o assunto é mudanças climáticas?
(Aline Ribeiro) |
21/01/2008 |
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