Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas.
 
 
> A Notícia em 360º
> Blog do Líder
> Finanças de Bolso
> Idéias e Inovação
> Giro pela Bolsa
> Tecneira
 
> Assine a Revista
 


Nosso futuro urbano – I

O futuro das cidades é um dos assuntos mais debatidos nos últimos tempos – e a discussão vai esquentar ainda mais nos próximos anos. Em 2008, segundo a ONU, a população urbana do planeta ira superar, pela primeira vez na história, a população rural. Já são 3,3 bilhões de pessoas vivendo em cidades – e serão 4,9 bilhões em 2030.

A urbanização acelerada é um desafio e tanto. Veja alguns números:

>>> Atualmente 1 bilhão de pessoas moram em favelas. Esse número tende a dobrar nos próximos 30 anos em cidades grandes e médias.

>>> US$ 40 trilhões é quanto deve custar a expansão dos sistemas de água, eletricidade e transporte dos centros urbanos nos próximos 25 anos, segundo a consultoria Booz Allen.

>>> Em 20 anos, as cidades de países em desenvolvimento concentrarão 80% da população urbana.

>>> Sete novas megalópoles (cidades com mais de 20 milhões de habitantes) devem surgir nos próximos 40 anos.

A reinvenção das cidades é o tema da reportagem especial da edição de maio de Época NEGÓCIOS, que está nas bancas. A matéria apresenta 5 propostas para o futuro das metrópoles – parceria, liderança, informação, viés social e preocupação ambiental – e mostra como cidades em todos os continentes buscam inovar na solução de seus problemas.

Leia
aqui um trecho da reportagem e o material exclusivo que preparamos para o site da revista.

(Cynthia Rosenburg)

09/05/2008
Nosso futuro urbano – II

Na pesquisa para a reportagem sobre cidades, algo chamou muito minha atenção: as empresas estão atentas aos desafios das metrópoles – e às novas oportunidades de negócios que surgirão. Um exemplo é a Ford. Conversei com David Berdish, executivo da área de sustentabilidade da montadora em Dearborn, nos Estados Unidos. Berdish coordena um projeto batizado de Megacity Mobility, sobre o qual adiantou algumas informações:

>>> O PROJETO “Nosso plano é oferecer produtos e serviços de mobilidade e transporte no mercado urbano. As projeções indicam que, em 2050, 80% da população do planeta viverá em áreas urbanas. Elas também apontam que, entre as 50 maiores cidades do mundo, 40 estarão não na América do Norte, na Europa ou no Japão – mercados aos quais já estamos acostumados –, mas em países emergentes. Isso significa que o mercado de transportes mudará muito em relação ao que conhecemos hoje. Queremos oferecer soluções para aquele cidadão que não pode pagar por um automóvel – ou que, por viver numa cidade marcada pelo caos no trânsito, prefere não comprar um.”

>>> NOVAS SOLUÇÕES “Estamos conversando com a Universidade de Michigan e outros parceiros da academia para descobrir como criar soluções que integrem áreas para pedestres, bicicletas, carros elétricos, ônibus, compartilhamento de carros, táxis e por aí vai. É razoável prever que, em cerca de 20 anos, o uso do carro particular será proibido em algumas megacidades. Nesses locais, possivelmente os únicos veículos permitidos serão os de transporte público, como táxis verdes ou ônibus híbridos.”

>>> PARCERIAS “Um de nossos projetos é na Cidade do Cabo, na África do Sul. Lá estamos criando parcerias, entre outros, com o departamento de transportes. O objetivo é lançar algumas experiências-piloto ainda este ano. Vamos trabalhar também com outras cidades, como Chennai, na Índia, ou Detroit, nos Estados Unidos.”

>>> DESAFIOS “O grande desafio será convencer os governos de que a colaboração da iniciativa privada é importante para o desenvolvimento das cidades. Mostrar que as empresas podem ajudar. O setor público está acostumado a se considerar o único responsável pelos sistemas de transporte. As empresas precisarão provar que são capazes de desenhar e oferecer soluções de uma maneira conjunta.”

(Cynthia Rosenburg)

13/05/2008
Desastre anunciado

Especialistas já alertaram: se nada for feito, São Paulo vai, sim, entrar em colapso – e parar. A catástrofe anunciada tem hora, data e extensão: dia 14 de novembro de 2012, às 19h (véspera de feriadão), com congestionamento de 500 km. O cálculo foi feito por Cândido Malta Campos Filho, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, que se baseou no número de veículos novos que passam a circular diariamente em São Paulo, cerca de 800, segundo a assessoria da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). E o que está sendo feito para evitar a tragédia?

A resposta para essa questão é um dos temas a serem debatidos de quinta-feira (dia 15) a domingo (dia 18) durante o “1º Fórum Nossa São Paulo – Propostas para uma Cidade Justa e Sustentável”, realizado pelo Movimento Nossa São Paulo no Sesc Vila Mariana. A idéia é que, ao final do evento, grupos de trabalhos apresentem propostas para melhorar a qualidade de vida na metrópole.

A principal discussão de desta quinta-feira (15/5) foi mobilidade. Membros de entidades envolvidas com o assunto (portadores de deficiência, taxistas, ciclistas, pedestres, motoboys, representantes de trabalhadores e empresas de transporte e de órgãos públicos) apontaram problemas e possíveis caminhos para melhorar o transporte público da capital. “Dependendo do ângulo de que se olha, São Paulo já parou”, diz Renato Pires de Carvalho Viégas, coordenador de Planejamento e Gestão da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. “Não existem mais apenas picos de trânsito. Eles se espalharam por todos os momentos do dia. É um desastre anunciado”

Segundo Viégas, a cidade vem perdendo mobilidade desde 1977, quando 70% dos deslocamentos em São Paulo eram feitos em ônibus, metrô e trem. Dez anos depois, o transporte coletivo empatou com o individual (feito em carros) e, em 2002, o primeiro já perdia para o segundo. O coordenador afirma que o governo estadual deve investir, de agora até 2010, R$ 17 bilhões em sistema de transporte sobre trilhos – R$ 5 bilhões a mais do que foi gasto em 11 anos, de 1995 a 2006. A idéia é diminuir o tempo das viagens, aumentar o uso de trens e ônibus, reduzir acidentes e a poluição atmosférica.

Katia Vespucci, gerente de Planejamento, Logística e Estudos Especiais da CET, falou sobre a falta de solidariedade dos motoristas frente aos pedestres, ciclistas e motociclistas. “Eles não olham o conjunto. É preciso que tenha uma campanha de educação.” Ela admitiu que a companhia pode contribuir mais para melhorar o trânsito na capital, colocando nas ruas equipamentos modernos que otimizam a capacidade dos semáforos. “Às vezes, o sinal demora mais tempo do que deveria para abrir e os dois lados do cruzamento ficam parados.”

As críticas sobre o grande número de carros colocados diariamente em São Paulo foram inúmeras durante o evento. Convidada para o debate, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não mandou nenhum representante.


Clique aqui e veja a programação do Fórum.

(Aline Ribeiro)

15/05/2008

> Política de comentários

08/05/2008 - 15/05/2008 01/05/2008 - 08/05/2008 17/04/2008 - 24/04/2008 27/03/2008 - 03/04/2008 20/03/2008 - 27/03/2008 13/03/2008 - 20/03/2008 06/03/2008 - 13/03/2008 28/02/2008 - 06/03/2008 21/02/2008 - 28/02/2008 14/02/2008 - 21/02/2008 31/01/2008 - 07/02/2008 24/01/2008 - 31/01/2008 17/01/2008 - 24/01/2008 10/01/2008 - 17/01/2008 03/01/2008 - 10/01/2008 15/11/2007 - 22/11/2007 08/11/2007 - 15/11/2007 01/11/2007 - 08/11/2007 11/10/2007 - 18/10/2007 04/10/2007 - 11/10/2007 13/09/2007 - 20/09/2007 30/08/2007 - 06/09/2007 26/07/2007 - 02/08/2007 12/07/2007 - 19/07/2007 28/06/2007 - 05/07/2007 21/06/2007 - 28/06/2007 14/06/2007 - 21/06/2007 07/06/2007 - 14/06/2007 24/05/2007 - 31/05/2007 17/05/2007 - 24/05/2007 26/04/2007 - 03/05/2007 19/04/2007 - 26/04/2007 05/04/2007 - 12/04/2007 22/03/2007 - 29/03/2007 15/03/2007 - 22/03/2007 08/03/2007 - 15/03/2007 01/03/2007 - 08/03/2007
 
> World Business Council for Sustainable Development
> Tomorrow´s Challenges
> World Resources Institute
> IFC Sustainability Business Innovation
> Co-op America
> Amazônia
> Instituto de Pesquisas Ecológicas
> Ashoka Empreendedores Sociais
 
> Época
> Pequenas Empresas & Grandes Negócios
> Galileu
> Globo Rural
> Autoesporte
> Quem
> Marie Claire
> Criativa
> Casa e Jardim
> Crescer
 
RSS (o que é isso?)
Copyright © 2007