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| Cynthia Rosenburg, editora-executiva de Época NEGÓCIOS, e a repórter Aline Ribeiro discutem nesse espaço sustentabilidade e empresas. |
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Na pauta, a Amazônia

Ao deixar o Ministério do Meio Ambiente semanas atrás, Marina Silva conseguiu algo inédito: transformar a Amazônia num dos assuntos mais debatidos no Brasil. É verdade que ainda é cedo para saber se o zumzumzum atual vai resultar num plano consistente, mas o fato é que, pela primeira vez em muito tempo, o resto do país parece interessado em entender o que acontece por lá.
O assunto é complicado e, ao contrário do que muitos acreditam, não envolve apenas questões ambientais. Há também aspectos econômicos e sociais importantes, todos co-relacionados – como, por exemplo, permitir que as 24 milhões de pessoas que vivem ali tenham fontes de renda que não dependam da degradação da floresta.
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o site sobre Amazônia da ONG Amigos da Terra preparou um resumo dos principais problemas enfrentados hoje pela região. Entre eles: o desmatamento, a construção e hidrelétricas e rodovias, o crédito rural e o agronegócio. É uma leitura importante para quem quer participar desse debate.
Em tempo: hoje, ao falar sobre a Amazônia, o presidente Lula afirmou que falta ao povo brasileiro “consciência e maturidade” para tratra as questões ambientais – e disse que, para chegar lá, precisamos de um “revolução cultural”. Lula também cobrou uma maior participação dos meios de comunicação nesse processo.
É curioso. Há anos a Amazônia está na pauta da imprensa, e não só dos veículos especializados em meio ambiente. Surpreende que, até agora, não tenha entrado para valer na pauta do governo.
(Cynthia Rosenburg)
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05/06/2008 |
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Boas notícias sobre a Amazônia
Durante uma apresentação na Conferência do Instituto Ethos na semana passada, o pesquisador Adalberto Veríssimo, um dos fundadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apresentou uma relação de boas notícias sobre a região. Sim, elas existem. Alguns exemplos:
>>> O mercado dos produtos chamados "verdes" ou "sustentáveis", feitos a partir de boas práticas ambientais e sociais, está crescendo no Brasil.
>>> Há cada vez mais informações disponíveis sobre a Amazônia e o nível de transparência com que são apresentadas vem melhorando. (Em boa medida isso acontece, é bom dizer, graças ao excelente trabalho de produção de conhecimento realizado por organizações como o próprio Imazon.)
>>> As áreas protegidas estão em expansão. "É um legado importante da Marina Silva", disse Veríssimo.
>>> O diálogo intersetorial vem crescendo. "Um exemplo é a existência do Fórum Amazônia Sustentável."
O Fórum Amazônia Sustentável, lançado há seis meses pelo Instituto Ethos com outras organizações da sociedade civil, empresas privadas e públicas, instituições acadêmicas e de pesquisa, já tem hoje 80 membros. Em breve, entre outras ações, deverá lançar uma publicação com o perfil das organizações que atuam hoje na Amazônia. Saiba mais sobre o fórum aqui.
(Cynthia Rosenburg)
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05/06/2008 |
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Os próximos passos da Natura
A Natura aproveitou o Dia Mundial do Meio Ambiente para falar de suas ações de compensação de gases causadores do efeito estufa, parte de um amplo projeto da empresa que visa a neutralização total de suas emissões (clique aqui e veja matéria sobre o assunto).
Dos projetos de compensação em andamento, a companhia destacou dois. Vale o registro:
Em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), terceira maior ONG ambiental do Brasil (conhecida pelo Projeto Mico-Leão-Preto), a Natura pretende compensar 60 mil toneladas de CO2 em 30 anos com o reflorestamento e recuperação de áreas degradadas no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de São Paulo. O projeto do IPE deve restaurar 184 hectares, com o plantio de mais de 80 espécies nativas. A idéia é proporcionar a conexão entre fragmentos florestais e Unidades de Conservação da Mata Atlântica do Pontal, por meio de corredores ecológicos e Sistemas Agroflorestais.
Com a ajuda da Ecológica Assessoria, empresa com foco em consultoria de projetos na área de mudanças climáticas e créditos de carbono, a Natura quer neutralizar outras 60 mil toneladas de CO2. O projeto consiste em buscar alternativas sustentáveis – como caroços de açaí e cascas de arroz eliminadas durante o beneficiamento do cereal – em substituição ao uso de madeira nativa do Cerrado no abastecimento dos fornos das indústrias ceramistas do Brasil.
Segundo Fabien Bronès, gerente de impactos ambientais da Natura, além das ações de compensação, a empresa tem mais de 30 projetos de redução em andamento. A meta da empresa consiste em diminuir, em cinco anos, as emissões de CO2 em 33% em toda a sua cadeia produtiva - da extração da matéria-prima ao descarte do produto pelo consumidor.
(Aline Ribeiro)
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05/06/2008 |
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Um belo caso de inovação social
Quer conhecer a história de um empreendedor social realmente inovador? Leia a reportagem sobre Howard Weinstein publicada na edição de Época NEGÓCIOS que acaba de ir para as bancas (veja o texto na íntegra aqui).
Howard é canadense, criou uma empresa de aparelhos auditivos em Botsuana e está reproduzindo o negócio no Brasil. O aparelho criado por ele custa bem menos que os modelos disponíveis no mercado, tem baterias recarregáveis a energia solar e é fabricado, em algumas etapas, por deficientes auditivos. O modelo deu certo em Botsuana e ganhou notoriedade internacional. Já rendeu ao empreendedor um prêmio humanitário da Academia Americana de Audiologia, em maio deste ano.
Howard é um dos personagens retratados na série Generosidade, da Editora Globo, que publica Época NEGÓCIOS. Até setembro deste ano, você pode ler nas revistas da editora histórias de gente que trabalha pelo bem das pessoas e do meio ambiente. Os textos estão reunidos no site do Generosidade, onde os leitores também podem contar suas histórias. Em outubro, um júri escolherá o melhor projeto – que receberá um prêmio de R$ 200 mil.
(Cynthia Rosenburg) |
09/06/2008 |
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